sexta-feira, 11 de julho de 2014

Aspirina (AAS) pode prevenir Câncer de Pâncreas



Aspirina pode reduzir risco de desenvolver câncer de pâncreas.

O prognóstico do câncer de pâncreas é sombrio, com sobrevida em cinco anos menor do que 5%. Relações significativas entre o uso de aspirina e a diminuição da incidência e da mortalidade do câncer de pâncreas já foram mostradas em quatro de treze estudos.

Para melhor avaliar uma possível associação entre o uso de aspirina e o risco de câncer de pâncreas, foram utilizados dados de um estudo de base populacional, realizado em Connecticut, entre janeiro de 2005 e agosto de 2009, com 362 casos de câncer de pâncreas diagnosticados em uma amostra aleatória de 690 indivíduos da população geral que fizeram parte de um grupo controle que não tinha diagnóstico prévio de câncer.

Em geral, o uso regular de aspirina foi associado à redução do risco de câncer de pâncreas, tanto para o uso de dose baixa de aspirina (75 a 325 mg ao dia) quanto para o uso de aspirina em dose regular (dose maior do que 325 mg a cada quatro ou seis horas). Para cada ano de uso de aspirina o risco de câncer de pâncreas diminuiu 6% com o uso de baixa dose e 2% com o uso da dose regular. Além disso, a descontinuação do uso de aspirina nos dois anos anteriores ao início do estudo foi associada a um risco aumentado de três vezes para o câncer de pâncreas, em comparação com o uso continuado.

Concluiu-se que os resultados do presente trabalho fornecem suporte de que um regime diário de aspirina possa reduzir o risco de desenvolver câncer de pâncreas.

É importante lembrar que o uso de aspirina em longo prazo traz benefícios para doenças cardiovasculares e câncer, mas pode haver complicações hemorrágicas apreciáveis que exigem análise do risco-benefício para usos individuais.



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