Um dos principais imãs
da mesquita de Al Aqsa, localizada no topo do Monte do Templo em Jerusalém,
pediu publicamente que os exércitos do mundo árabe invadam Israel. Com isso,
poderão cumprir o grande desejo muçulmano de destruir essa odiada “entidade sionista”.
Em um sermão transmitido desde Milão, Itália, e retransmitido pela rede
de TV Al Jazeera, o imã Al-Raed Daan disse acreditar que os muçulmanos de todos
os lugares do mundo estão percebendo que “o Estado judeu vai desaparecer e o
sol de uma nova manhã vai brilhar na Palestina”.
Al-Daan justificou que ele e os outros líderes muçulmanos que servem no
Monte do Templo, e pertencem à Fundação Islâmica da Autoridade Palestina (Waqf,
na sigla original) “aguardam as legiões de conquistadores. Aguardamos os
exércitos da Tunísia, da Jordânia, do Egito, do Iraque, do Magrebe [Marrocos e
Argélia] e de Hijaz [Arábia Saudita].”
Para deixar claro que ele não estava se referindo ao Estado palestino
atualmente confinado à chamada “Cisjordânia”, Al-Daan repetidamente referiu-se
ao dia que muçulmanos celebrarão a vitória em meio ao choro de cidades
israelenses como Jaffa, Haifa, Beit Shean, Lod e Ramle.
Comentário do NEFROADVEN:
Há centenas de alguns milhares de anos, a
guerra entre muçulmanos e Israel já matou muito mais do que podemos imaginar e
parece não ter fim. O seu início como origem, desde os tempos de Abraão, pode
ser compreendido pela leitura da Bíblia.
Abraão teve dois filhos. Ismael, filho dele com
uma escrava egípsia, Agar, nasceu primeiro e recebeu a promessa de que Deus lhe
daria muitos descendentes (Gn 16:10; 17:20;
21:13). Hoje, os islâmicos representam cerca de 1/5 da população
mundial e tendem a crescer. Deus profetizou na Bíblia que esta nação (islâmica)
seria muito forte em guerras e habitaria junto aos descendentes de Isaque, como
o é hoje (E ele será homem feroz, e a sua mão
será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da face de
todos os seus irmãos. Gênesis 16:12).
O segundo filho de Abraão, Isaque, também
recebeu a promessa de que seria uma grande nação ["de ti farei uma
grande nação" (Gênesis 12:2)]. O nome "Israel" (o qual significa
"um que luta vitoriosamente com Deus" ou "um príncipe que
prevalece com Deus") vem do novo nome que Deus deu a Jacó, o neto de
Abraão, quando ele prevaleceu em uma luta espiritual em Jacó Peniel (Gênesis 32:28).
É neste ponto que os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó são muitas vezes
mencionados como os "filhos de Israel.
Hoje, a grande discussão entre
estes dois povos, islâmicos e Israelenses, é saber com quem ficou a
bênção e a
promessa de “o povo escolhido por Deus” (E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua
descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a
ti por Deus, e à tua descendência depois de ti. Gênesis 17:7). Além disso, há uma discussão para saber qual nação
é herdeira, por direito, da terra
prometida. (E te darei a ti e à tua descendência
depois de ti, a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua
possessão e ser-lhes-ei o seu Deus. Gênesis 17:8). A própria Bíblia e a Torah descrevem de forma clara o
desejo de Deus: “E quanto a
Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei
frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e
dele farei uma grande nação.A minha aliança, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara dará à luz neste tempo determinado, no ano seguinte.” Gênesis 17:20-21.
Deus prometeu
que Israel seria uma nação forte em todos os sentidos e que jamais seria
eliminado. Muitos outros povos tentaram, com todas as forças, eliminar a raça
judaica da terra e muitos ainda tentam. Todavia, ainda que sejam muitos os
desejos de que destruição e a aniquilação recaiam sobre os judeus, fica claro que
esta nação é protegida pelo braço divino. É humanamente impossível pensar que, por
força própria e após tantos anos de perseguição (romanos, nazismo, islâmicos
etc), este povo ainda esteja vivo e muito forte (diversas áreas, como economia,
ciências, medicina, militarismo etc). Desta forma, crendo que as promessas divinas
são infalíveis, o povo israelense sabe que as palavras do Imã Al-Raed Daan (“o
Estado judeu vai desaparecer e o sol de uma nova manhã vai brilhar na
Palestina”) não passarão de um desejo apenas.
Mário Lobato


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