terça-feira, 3 de junho de 2014

Ismael Versus Israel



Um dos principais imãs da mesquita de Al Aqsa, localizada no topo do Monte do Templo em Jerusalém, pediu publicamente que os exércitos do mundo árabe invadam Israel. Com isso, poderão cumprir o grande desejo muçulmano de destruir essa odiada “entidade sionista”.

Em um sermão transmitido desde Milão, Itália, e retransmitido pela rede de TV Al Jazeera, o imã Al-Raed Daan disse acreditar que os muçulmanos de todos os lugares do mundo estão percebendo que “o Estado judeu vai desaparecer e o sol de uma nova manhã vai brilhar na Palestina”.

Al-Daan justificou que ele e os outros líderes muçulmanos que servem no Monte do Templo, e pertencem à Fundação Islâmica da Autoridade Palestina (Waqf, na sigla original) “aguardam as legiões de conquistadores. Aguardamos os exércitos da Tunísia, da Jordânia, do Egito, do Iraque, do Magrebe [Marrocos e Argélia] e de Hijaz [Arábia Saudita].”

Para deixar claro que ele não estava se referindo ao Estado palestino atualmente confinado à chamada “Cisjordânia”, Al-Daan repetidamente referiu-se ao dia que muçulmanos celebrarão a vitória em meio ao choro de cidades israelenses como Jaffa, Haifa, Beit Shean, Lod e Ramle.

FONTE: Verdade Gospel.


Comentário do NEFROADVEN:

Há centenas de alguns milhares de anos, a guerra entre muçulmanos e Israel já matou muito mais do que podemos imaginar e parece não ter fim. O seu início como origem, desde os tempos de Abraão, pode ser compreendido pela leitura da Bíblia.

Abraão teve dois filhos. Ismael, filho dele com uma escrava egípsia, Agar, nasceu primeiro e recebeu a promessa de que Deus lhe daria muitos descendentes (Gn 16:10; 17:20; 21:13). Hoje, os islâmicos representam cerca de 1/5 da população mundial e tendem a crescer. Deus profetizou na Bíblia que esta nação (islâmica) seria muito forte em guerras e habitaria junto aos descendentes de Isaque, como o é hoje (E ele será homem feroz, e a sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos. Gênesis 16:12).


O segundo filho de Abraão, Isaque, também recebeu a promessa de que seria uma grande nação ["de ti farei uma grande nação" (Gênesis 12:2)]. O nome "Israel" (o qual significa "um que luta vitoriosamente com Deus" ou "um príncipe que prevalece com Deus") vem do novo nome que Deus deu a Jacó, o neto de Abraão, quando ele prevaleceu em uma luta espiritual em Jacó Peniel (Gênesis 32:28). É neste ponto que os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó são muitas vezes mencionados como os "filhos de Israel.

Hoje, a grande discussão entre estes dois povos, islâmicos e Israelenses, é saber com quem ficou a
bênção e a promessa de “o povo escolhido por Deus” (E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti. Gênesis 17:7). Além disso, há uma discussão para saber qual nação é  herdeira, por direito, da terra prometida. (E te darei a ti e à tua descendência depois de ti, a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão e ser-lhes-ei o seu Deus. Gênesis 17:8). A própria Bíblia e a Torah descrevem de forma clara o desejo de Deus: E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação.
A minha aliança, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara dará à luz neste tempo determinado, no ano seguinte.
Gênesis 17:20-21.

Deus prometeu que Israel seria uma nação forte em todos os sentidos e que jamais seria eliminado. Muitos outros povos tentaram, com todas as forças, eliminar a raça judaica da terra e muitos ainda tentam. Todavia, ainda que sejam muitos os desejos de que destruição e a aniquilação recaiam sobre os judeus, fica claro que esta nação é protegida pelo braço divino. É humanamente impossível pensar que, por força própria e após tantos anos de perseguição (romanos, nazismo, islâmicos etc), este povo ainda esteja vivo e muito forte (diversas áreas, como economia, ciências, medicina, militarismo etc). Desta forma, crendo que as promessas divinas são infalíveis, o povo israelense sabe que as palavras do Imã Al-Raed Daan (“o Estado judeu vai desaparecer e o sol de uma nova manhã vai brilhar na Palestina”) não passarão de um desejo apenas.


Mário Lobato


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