sexta-feira, 13 de março de 2015

Pesquisadores dos EUA desenvolvem vacina contra dependência à nicotina



A dependência à nicotina e a cigarros não só é desagradável como também representa um risco para a saúde. Após estudos clínicos de vacinas sem sucesso realizados há alguns anos, atualmente existem cientistas dos EUA que estão trabalhando em uma nova vacina que poderá ajudar fumantes a superarem sua dependência. O estudo foi publicado no “Journal of Medicinal Chemistry”.

A vacina destina-se a fazer com que o sistema imune trate a nicotina como um invasor estranho. Para isso, os médicos ligam determinados derivados da nicotina (haptenos) a proteínas transportadoras maiores, usadas também em outras vacinas. O corpo reage produzindo anticorpos que se ligam especificamente a moléculas da nicotina, impedindo assim que entrem no sistema nervoso central. Assim, a nicotina não chega ao cérebro e não existe resposta de recompensa, tornando as recidivas menos tentadoras.

A nicotina possui duas manifestações diferentes, uma versão direita e uma versão esquerda. De acordo com os pesquisadores do The Scripps Research Institute em La Jolla (Califórnia), o problema com a vacina sem sucesso foi devido ao fato de a pesquisa não ter se concentrado na versão mais comum, a esquerda, responsável por 99% da nicotina existente no tabaco, tendo se concentrado em formar anticorpos contra ambas as versões. Apenas 30% dos pacientes reagiram conforme previsto.
No estudo atual, os pesquisadores testaram três versões diferentes: uma vacina apenas com haptenos do lado direito, uma apenas com haptenos do lado esquerdo e uma terceira com uma mistura 50-50. Essas três versões foram repetidamente injetadas em um grupo de ratos por 42 dias. Em comparação com a vacina com haptenos do lado direito, os ratos que receberam a vacina com haptenos do lado esquerdo produziram quatro vezes mais anticorpos. A versão mista foi 40% menos eficaz do que a versão esquerda.

“Isso mostra que as vacinas do futuro devem se concentrar na versão esquerda”, afirmou Jonathan Lockner, o autor principal. Os autores acreditam que considerar o lado das moléculas pode ser uma estratégia importante para desenvolver vacinas contra outras substâncias aditivas.

Fonte: MSD


quinta-feira, 12 de março de 2015

Alemanha usa pessoas cegas para detectar câncer de mama


Dr. Hoffmann treinou pessoas cegas para fazer exames


Exames para detectar câncer de mama estão sendo feitos por mulheres cegas na Alemanha. A ideia já existe há alguns anos, e uma pesquisa inédita sugere que pessoas cegas podem, de fato, detectar tumores mais cedo do que aquelas que enxergam.

Esta ideia simples, mas surpreendente, passou pela cabeça de um médico alemão uma manhã enquanto ele estava tomando banho: mulheres cegas poderiam fazer seu trabalho muito melhor do que ele?

“Três minutos é o tempo que eu tenho para fazer exames clínicos das mamas”, diz o ginecologista baseado em Duisburg Frank Hoffmann.

“Isso não é suficiente para encontrar pequenos nódulos no tecido mamário, o que é crucial para detectar o câncer de mama cedo”.

Pessoas treinadas para ler em braille tem o tato altamente desenvolvido. Por isso, Hoffmann supôs que as mulheres cegas e com deficiência visual seriam mais qualificadas do que qualquer outra pessoa para realizar exames de mama em seus pacientes.

A evidência agora é inequívoca, diz ele.

Em um estudo ainda não publicado, realizado com a Universidade de Essen, mulheres cegas conseguiram detectar quase um terço a mais de nódulos que outros ginecologistas.

“Mulheres que fazem autoexame podem sentir tumores de 2 cm ou maiores”, diz Hoffmann.

“Os médicos costumam encontrar tumores entre um centímetro e dois centímetros, enquanto os examinadores cegos encontraram nódulos com tamanhos entre 6 mm e 8 mm. Isso faz uma diferença real. Esse é o tempo que um tumor leva para se espalhar pelo corpo”.

Experiência

Na Alemanha e no Reino Unido, mamografias regulares são oferecidas apenas a mulheres com 50 anos ou mais – porém, em ambos os países, o câncer de mama é a maior causa de morte de mulheres entre 40 e 55 ano, e na Alemanha, a idade das mulheres afetadas está caindo.

Hoffmann diz que fundou sua organização, Discovering Hands, para salvar vidas pela detecção precoce. Ele desenvolveu um curso para treinar mulheres cegas para se tornarem examinadoras médicas táteis (MTEs, na sigla em inglês), e agora existem 17 trabalhando em clínicas em toda a Alemanha.

Uma delas, Filiz Demir, atende cerca de sete mulheres por dia, realizando exames que podem durar até 45 minutos – o que seria pouco usual para um ginecologista.

Paciente

Uma das pacientes de Hoffmann, Heike Gothe, disse que deve sua vida a uma dessas examinadoras.
Ainda tendo que lidar com a morte prematura de seu marido por doença, Gothe assumiu o comando do negócio da família, uma pequena empresa de exportação internacional de sucesso. Mas não demorou muito para que ela recebesse seu próprio diagnóstico.

“Eu tinha sentido um caroço no meu seio direito e fui ver o médico”, diz Gothe. “Eles confirmaram o que eu tinha encontrado e, em seguida detectaram um pequeno nódulo no lado esquerdo, com apenas 2 milímetros de tamanho. Ele nem sequer apareceu na ultrassonografia ou mamografia, apenas o MTE cego sentiu”.

O encontro deste pequeno tumor pode ter salvado sua vida. Ambos os tumores foram diagnosticados como malignos, mas com quimioterapia e radioterapia, ela superou o câncer.

Gothe é uma batalhadora, mas credita sua energia e positividade a estes exames feitos por um MTE a cada seis meses. Segundo Gothe, é assim que ela consegue dormir à noite e tocar seu negócio.

“O medo aparece de vez em quando”, diz Gothe. “E só consigo lidar com isso porque sei que estou em boas mãos”.

Algumas companhias de seguros alemães também estão convencidas. Seis delas agora cobrem os custos para os seus pacientes fazerem esses exames clínicos das mamas.

Enquanto novos MTES ocupam cargos permanentes em clínicas por toda a Alemanha e na Áustria, o fundador do Discovering Hands, Frank Hoffmann, está em negociações com Israel e Colômbia. Ele vê oportunidades ainda mais longe.

“Estou convencido”, diz ele, “de que, especialmente em países que não são tecnicamente tão avançados como a Alemanha, este modelo poderia melhorar a qualidade de normas médicas muito dramaticamente”.

Fonte:UOL e VG




quarta-feira, 11 de março de 2015

Cada minuto de atividade traz benefícios para o coração de idosos enfraquecidos



Cada minuto é importante - isso pode ser particularmente verdade para idosos com mobilidade limitada e problemas cardíacos, de acordo com um estudo norte-americano. Quanto mais se movimentam - mesmo com pouca intensidade, mais diminuem o risco cardíaco. O estudo foi publicado na revista “Journal of the American Heart Association”.

Pesquisadores da Universidade da Flórida (em Gainesville, EUA) analisaram dados de 1.170 pessoas com 74 a 84 anos de idade que tinham pequenas limitações físicas, mas conseguiam andar 400 metros. Usando um acelerômetro, foi medido o quanto e com que rapidez se movimentavam os sujeitos do estudo.

Leituras abaixo de 100 contagens por minuto foram consideradas períodos sedentários, de 100 a 499 contagens refletiram caminhada lenta ou afazeres domésticos leves, e mais de 500 contagens indicavam caminhada moderada ou atividades igualmente intensas. Usando medidas como idade, níveis de colesterol e pressão arterial, os cientistas calcularam um risco cardíaco de 10 anos para os participantes.

O estudo demonstrou que 25 a 30 minutos de inatividade por dia estavam associados a um aumento de um por cento no risco cardíaco. Atividades na faixa de 100 a 499 contagens por minuto foram vinculadas a um nível mais alto de HDL, se os afetados não tivessem histórico de doença cardíaca. Na média, foram realizadas atividades físicas com mais de 500 contagens por um máximo de uma hora por dia.

De modo geral, recomenda-se que os idosos participem de atividades de maior intensidade - 2.000 contagens ou mais - para manter a saúde. Mas isso é bastante irreal em pessoas com mobilidade limitada, disseram os pesquisadores. “No entanto, está ficando cada vez mais evidente que incentivar as pessoas a simplesmente reduzir o tempo em que passam sedentárias pode ter importantes benefícios cardiovasculares”, afirmou o autor principal, Thomas W. Buford. Porém, devido à limitada faixa de intensidade nesse estudo, não foi possível medir a importância da intensidade, admitiu ele.

Fonte: MSD




terça-feira, 10 de março de 2015

Dieta com alto nível de ácido é prejudicial para os rins



Alimentar-se com a dieta correta é particularmente importante para os pacientes com doença renal. Estudos clínicos menores demonstraram que a redução da carga ácida na dieta tinha um efeito benéfico sobre a função renal nos pacientes. Em uma coorte baseada na população, pesquisadores americanos conseguiram agora demonstrar que dietas com alto teor de ácido para pacientes com doença renal crônica aumentaram significativamente seu risco de insuficiência renal. O estudo foi apresentado na revista “Journal of the American Society of Nephrology”.

Os cientistas analisaram dados de 1.486 pacientes com doença renal crônica que participaram da Pesquisa Nacional de Análise da Saúde e Nutrição (National Health and Nutrition Examination Survey III, NHANES III). Os sujeitos do estudo foram acompanhados por uma média de 14,2 anos. Os resultados mostraram uma forte associação entre a carga ácida na dieta e a progressão da insuficiência renal. A probabilidade de pacientes que se alimentam de dietas com alto teor de ácido, que incluíam altas quantidades de carne, era três vezes maior de desenvolverem insuficiência renal do que aqueles sujeitos que se alimentavam de dietas com baixo teor de acidez e altas quantidades de frutas e verduras.

“Pacientes com doença renal crônica podem querer prestar mais atenção ao consumo de alimentos ricos em ácidos para reduzirem a progressão da insuficiência renal, além de empregarem as diretrizes recomendadas, tais como o uso de medicamentos que conservam os rins e evitar toxinas dos rins”, afirmou o principal autor, Tanushree Banerjee, da Universidade de Califórnia em São Francisco. “Os altos custos e qualidade de vida abaixo do ideal trazidos pelos tratamentos de diálise podem ser evitados ao se adotar uma dieta mais saudável que seja rica em frutas e verduras.”

Fonte: APA


segunda-feira, 9 de março de 2015

A dieta vegana reduz o risco cardíaco em crianças obesas



Tanto a dieta recomendada pela American Heart Association, bem como uma dieta vegana à base de vegetais, podem reduzir o risco de doenças cardiovasculares em crianças obesas, mas a dieta à base de vegetais se mostrou duas vezes mais eficaz. Este é o resultado de um estudo americano preliminar publicado na revista “Journal of Pediatrics”.

Pesquisadores da Cleveland Clinic incluíram no estudo 28 crianças obesas com colesterol elevado e com idade de 9 a 18 anos. Parte dos sujeitos do estudo consumiram produtos à base de vegetais e grãos integrais, com quantidades limitadas de abacate e nozes, sem adição de gordura e sem derivados de animais. O outro grupo seguiu a recomendação da American Heart Association (AHA) e os sujeitos comeram frutas, verduras, grãos integrais e grãos não integrais, sódio limitado, laticínios de baixa gordura, óleos de plantas selecionadas e quantidades moderadas de peixe, e também de carne magra.

Crianças do grupo vegano mostraram melhoras significativas em nove aferições: IMC, pressão arterial sistólica, peso, circunferência do antebraço, insulina, colesterol total e colesterol LDL, e também mieloperoxidase e proteína C reativa. Nesses sujeitos do estudo que consumiram uma dieta AHA, somente foram encontradas melhoras significativas em quatro aferições: peso, circunferência da cintura, circunferência do antebraço e mieloperoxidase.

"A doença cardiovascular começa na infância", explicou o autor principal, Michael Macknin. "Se conseguimos ver tais melhoras significativas em um estudo de apenas quatro semanas, imagine o potencial para a melhoria da saúde a longo prazo na fase adulta se toda uma população de crianças começasse a seguir tais dietas com regularidade."


Fonte: MSD


sexta-feira, 6 de março de 2015

Ácido fólico em excesso pode causar diabetes e obesidade para a criança



Tomar suplementos de ácido fólico durante a gravidez é extremamente importante. Mas um estudo português indica que pode ocorrer um exagero da dose. Tomar quantidades excessivas de ácido fólico pode prejudicar o bebê e levar ao diabetes e obesidade, especialmente no caso das meninas. O estudo foi publicado na revista “The Journal of Endocrinology”.

Cientistas da Universidade do Porto e da Universidade Católica Portuguesa deram a um grupo de ratos 20 vezes a dose recomendada de ácido fólico durante toda a época de reprodução, gravidez e lactação.

Na idade adulta, as crias apresentavam sobrepeso, resistência à insulina, deficiência de adiponectina e também comportamento alimentar irregular. Esses efeitos eram especialmente prevalentes em animais do sexo feminino. Em contraste, os ratos do grupo de controle cujas mães tinham recebido as quantidades recomendadas de ácido fólico se tornaram adultos saudáveis.

“Tomar uma quantidade de ácido fólico mínima de 0,4 mg por dia é essencial durante a gravidez, mas nosso estudo mostra que é possível exagerar a dose”, disse a principal investigadora Elisa Keating, da Universidade do Porto. “Considerando a crescente quantidade de ácido fólico consumida durante a gravidez contida em alimentos enriquecidos, pílulas multivitamínicas e suplementos, a busca por uma dose máxima segura de ácido fólico é uma necessidade urgente”, ela enfatizou.

Fonte: UNIVADIS



quinta-feira, 5 de março de 2015

O mercúrio pode ser um fator de risco para doenças autoimunes.



O desenvolvimento de doenças autoimunes, que são mais frequentes nas mulheres do que nos homens, não pode ser explicado por fatores genéticos. Pesquisadores dos Estados Unidos provavelmente já encontraram uma associação com um possível fator ambiental. Em um estudo publicado na revista “Environmental Health Perspectives”, eles relataram que a exposição ao mercúrio - por meio do peixe ou frutos do mar - pode ser um fator de risco.

Cientistas da Universidade de Michigan (em Ann Arbor), EUA, analisaram dados de mulheres com idade entre 16 e 49 anos que participaram do estudo de Pesquisa Nacional de Análise da Saúde e Nutrição (National Health and Nutrition Examination Survey, NHANES) entre 1999 e 2004. Eles descobriram que a maior exposição ao mercúrio correspondia a altos níveis de autoanticorpos.

Autoanticorpos são precursores de doenças autoimunes. São proteínas produzidas pelo sistema imune quando ele é incapaz de distinguir entre seus próprios tecidos e células potencialmente nocivas. A presença delas não leva automaticamente a uma doença autoimune, mas pode ser um indicador significativo e pode anteceder seu desenvolvimento em anos.

No geral, o consumo de peixe é considerado uma dieta saudável e é especialmente recomendado para mulheres grávidas ou que estejam amamentando, e para crianças. Os pesquisadores destacaram que os nutrientes contidos são importantes para o organismo. No entanto, mulheres em idade fértil que demonstram alto risco de doenças autoimunes devem ter cuidado com o tipo de peixe que comem: peixe-espada, cavala e peixes comestíveis de águas profundas têm níveis muito altos de mercúrio, enquanto o camarão, atum enlatado e o salmão têm baixos níveis de mercúrio, diz a autora do estudo, Emily Somers.

Fonte: MSD


quarta-feira, 4 de março de 2015

Entenda o Boko Haram, o grupo que aterroriza a Nigéria



Informações do governo da Nigéria revelam que, nos últimos meses, cerca de 900 mil pessoas deixaram seus lares por conta do medo de novos ataques do Boko Haram, o grupo radical islâmico que vem aterrorizando o país.

Liderados por Abubakar Shekau, um dos terroristas mais procurados pelos EUA, os militantes do Boko Haram têm espalhado terror pela região nordeste do país e são conhecidos pela crueldade de seus ataques.

No início do ano, por exemplo, o grupo varreu a região da cidade de Baga. Muito bem armados, dispararam contra a população local, queimaram edifícios e sequstraram dezenas de mulheres.
Estima-se que este triste episódio, que devastou 16 vilarejos, tenha deixado cerca de dois mil mortos. Dias depois, os militantes ultrapassaram as fronteiras da Nigéria e sequestraram 60 pessoas em Camarões.

As tentativas de expansão do Boko Haram colocaram o grupo em pauta na Organização das Nações Unidas (ONU). Nesta semana, a entidade se reuniu com países centro-africanos para debater planos de ação contra os jihadistas.

O site da ‘Exame’ reuniu algumas das principais informações sobre o grupo, sua história e suas ambições. Confira abaixo.

Fundação
De acordo com analistas do Council on Foreign Relations (CFR), o grupo se formou nos idos de 2002 em Maidguri, capital do estado de Borno. Na época, era liderado por um extremista chamado Mohammed Yusuf.

Nome original
O nome original do grupo é “Jama’atu Ahlis Sunna Lidda’awati Wal-Jihad” que, segundo a rede de notícias CNN, significa “pessoas comprometidas em propagar os ensinamentos do profeta e o jihad”. Ganhou o apelido de “Boko Haram” que pode ser traduzido como “educação ocidental é pecado.”

Objetivo
A ideia do Boko Haram é a de consolidar a Nigéria como um país islâmico com a instalação de tribunais especializados na aplicação da sharia, as leis islâmicas.

Táticas
Segundo reportagem do jornal britânico ‘The Guardian’, a estratégia do grupo é composta por três pilares: explosões em cidades de médio e grande porte, ataques por terra em cidades pequenas e vilarejos rurais e invasões em delegacias e bases militares.

Meios de financiamento
Ainda de acordo com o ‘The Guardian’, as principais fontes de renda do grupo são sequestros e o consequente pagamento de resgates, assaltos a bancos e saques em delegacias e bases militares para a obtenção de armas.

Caminho para a radicalização
Ainda segundo o CFR, até 2009, o Boko Haram não organizava levantes violentos contra o governo da Nigéria.

Ao longo dos anos, contudo, se tornaram frequentes os confrontos entre cristãos e muçulmanos, assim como aumentou a brutalidade policial. Enquanto o clima de violência e insegurança estremecia o país, o nordeste agonizava com a extrema pobreza.

O grupo passa então ganhar cada vez mais seguidores e torna-se o especialmente popular entre estudantes, religiosos e desempregados daquela região. O momento decisivo veio em 2009, quando militantes se recusaram a obedecer a uma lei que exigia que motociclistas usassem capacetes.

A repressão da polícia foi implacável e o episódio virou um sangrento confronto. Na ocasião, estima o CFR, 800 pessoas morreram. Yusuf, inclusive. Shekau, até então o número 2 do grupo, passou a assumir a liderança.

Ataques cada vez mais violentos
A partir da liderança de Shekkau, os ataques do Boko Haram foram se tornando cada vez mais violentos. Em 2013, 60 estudantes foram mortos enquanto dormiam em uma escola rural no estado de Yobe, enquanto que dezenas de caminhoneiros foram decapitados com motosserras.

Em abril de 2014, um ataque em um terminal de ônibus deixou cem mortos. Dias depois, invadiram uma escola para meninas e sequestraram mais de 200 estudantes. A maioria delas segue desaparecida e foi por conta deste caso que o mundo voltou as suas atenções para as atividades do grupo.

Laços com outros grupos terroristas
Nos últimos anos, analistas relataram que os ataques do Boko Haram e a forma como o grupo se organiza foram se sofisticando, o que sugere que seus militantes contam com alguma ajuda externa.
Para o governo dos Estados Unidos, há indícios de que os militantes nigerianos tenham laços com braços do Al Qaeda na região (Al Qaeda do Magreb Islâmico e Al Qaeda na Península Arábica) e também com os somalianos do al-Shabab.

E o que faz o governo da Nigéria?
Segundo analistas, a Nigéria por muito tempo fechou os olhos para a ameaça representada pelos extremistas e demorou até tomar atitudes contra o grupo.

Apenas na semana passada, por exemplo, poucos dias após o sangrento massacre em Baga, é que o presidente do país Jonathan Goodluck realizou uma visita ao estado de Borno, o mais atingido pelo Boko Haram. Há dois anos ele não colocava os pés na região.

O exército do país, por sua vez, tampouco está conseguindo combater os militantes com eficácia. E um dos motivos para tanto é o fato de que, após dezenas de saques feitos em bases militares, o Boko Haram está bem armado.

Fonte: VG e Exame


terça-feira, 3 de março de 2015

Componente da pimenta chili pode contra-atacar o ganho de peso



Na luta contra a crescente taxa de pessoas obesas ou com sobrepeso na população mundial, cientistas americanos podem ter encontrado um novo recurso. Segundo o estudo, o principal componente da pimenta chili, a capsaicina, estimula a termogênese, prevenindo assim o ganho de peso. Os dados foram apresentados no Encontro Anual da Sociedade de Biofísica em Baltimore (Maryland).

Os pesquisadores da Universidade de Wyoming (em Laramie) descobriram que suplementos de capsaicina impedem o ganho de peso em camundongos normais se eles forem alimentados com uma dieta rica em gorduras. Entretanto, o grupo controle que não possuía geneticamente a proteína de canal TRPV1 [transient receptor potential vanilloid 1 (receptor potencial transitório do tipo vaniloide 1)], ganhou peso.

Os autores explicaram que isto sugere que a capsaicina age como um agonista da TRPV1, estimulando deste modo a termogênese, que subsequentemente leva à prevenção da obesidade. A suplementação com capsaicina (0,01 por cento da alimentação total) não alterou o consumo de água ou de alimentos, disseram os pesquisadores. Entretanto, em camundongos não modificados geneticamente, a atividade metabólica e o gasto de energia aumentaram significativamente.
Os pesquisadores querem agora se concentrar em desenvolver um agonista de TRPV com base na capsaicina como um fármaco, podendo ser usado em estudos clínicos em humanos. Com isto, eles esperam prevenir a obesidade e seus problemas de saúde relacionados.

Fonte: MSD





segunda-feira, 2 de março de 2015

Alerta sobre consumo de gordura não tem base científica, diz estudo



Diretrizes médicas que recomendam limitar o consumo de comidas como carne vermelha e manteiga "nunca deveriam ter sido introduzidas", afirmam pesquisadores.

Diretrizes médicas que recomendam limitar o consumo de alimentos como carne bovina e manteiga para evitar doenças cardiovasculares não têm fundamento científico. A afirmação é de uma pesquisa publicada nesta semana no periódico Open Heart.

Há mais de trinta anos, países como Estados Unidos e Grã-Bretanha recomendam que seus cidadãos consumam com moderação gordura saturada, encontrada em alimentos de origem animal, sobretudo carnes vermelhas e derivados de leite. De acordo com as diretrizes desses países, no máximo 10% do total de calorias ingeridas no dia deve vir desse tipo de gordura.

Para pesquisadores da Universidade do Oeste da Escócia, no entanto, os dados que motivaram essa recomendação eram falhos e inconclusivos. Eles chegaram a essa conclusão depois de revisar seis estudos realizados com quase 2 500 homens na época em que as diretrizes foram elaboradas. As seis pesquisas investigaram a redução nas mortes e no nível de colesterol promovidas por dietas com baixa ingestão de gordura. 

Conclusão — Segundo os atuais pesquisadores, os regimes reduziram a taxa de colesterol dos participantes, mas não o índice de mortes decorrentes de doenças cardíacas. Eles criticaram ainda a ausência de mulheres nos levantamentos e o fato de que a maioria dos participantes tinha fatores de risco para doenças cardiovasculares. Os cientistas concluem que “não só as diretrizes devem ser revistas, como nunca deveriam ter sido introduzidas”.

Em um editorial que acompanha a pesquisa, o cardiologista Rahul Bahl, da Royal Berkshire NHS Foundation Trust, alerta que, embora os estudos que embasaram as diretrizes sejam “muito limitados”, há evidências da relação entre dieta rica em gordura e doenças cardíacas.

Brasil — A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que o consumo de gordura ingerido por uma pessoa varie entre 25% e 35% do valor calórico total acumulado em um dia, sendo 7% de gordura saturada. 

Fonte: VEJA



Nota do NEFROADVEN:

É importante que se diga que os pesquisadores apontaram inconclusão nos resultados dos estudos anteriores em relação ao aumento de morbimortalidade na ingestão frequente de carne vermelha e gorduras. Contudo, eles não provaram, até hoje, que comer carne vermelha não faz mal. Muito pelo contrário. Temos evidências (e muitas) de que quem não come carne vermelha vive mais e melhor (pesquise sobre as chamadas zonas azuis). Além disso, os médicos e outros profissionais de saúde recomendam reduzir o consumo de carne vermelha para prevenção de surgimento de doenças cardiovasculares e para diminuição de progressão de doenças. 
Então, antes de sairmos comendo carne vermelha sem peso na consciência, é melhor termos prudência, cautela e bom discernimento, considerando as evidências e não as suposições.

Mário Lobato