sexta-feira, 20 de março de 2015

A Farsa Revelada: Gravação Revela a Verdadeira Intenção do Programa "Mais Médicos"



Gravação (Assista Acima ou clique na palavra "gravação" abaixo ou clique AQUI) comprova que objetivo do Mais Médicos sempre foi enviar dinheiro a Cuba

Uma gravação divulgada ontem pelo Jornal da Band comprova que há uma trama entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) para acobertar a intenção de favorecer a ditadura cubana por meio do Programa Mais Médicos. O áudio consiste numa conversa entre a coordenadora do programa pela Opas, a pernambucana Maria Alice Barbosa Fortunato, e funcionários do ministério.

Maria Alice alerta: “Se a gente coloca ‘governo cubano’, se o nosso documento é público, qualquer pessoa vai entender que a gente está driblando a coisa de fazer acordo bilateral e pode dar uma detonada.” Ou seja, Maria Alice deixa claro que não quer que a sociedade brasileira saiba que o programa é, basicamente, um acordo entre Brasil e Cuba (acordo bilateral). Para esconder este fato e tirar o foco de Cuba, ela sugere que o governo inclua médicos de outros países, mas em números muito baixos. “A gente pode colocar neste T.A. (termo de ajuste) Mercosul e Unasul, que vai dar, digamos, dois milhões (de reais) para tirar o foco de Cuba e incluir países do Mercosul e Unasul”, diz a funcionária da Opas.

A gravação também mostra que o Brasil lavou as mãos quanto ao confisco, pelo governo cubano, da maior parte do pagamento aos médicos. O assessor especial para assuntos internacionais do Ministério da Saúde, Alberto Kleiman, afirma na gravação que o valor dos salários e a forma de pagamento já haviam sido definidos pelo assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia. “Sessenta (por cento) para o governo e 40 (por cento) para o médico. O Marco Aurélio (Garcia) botou isso na reunião, só para socializar”, afirma Kleiman. Maria Alice discorda: “A relação é do governo deles, eles que decidem. Não é a gente que vai interferir nisso”.

Em outubro de 2013, VEJA revelou como a intermediação da Opas serviu para o governo brasileiro ocultar o verdadeiro objetivo do Programa Mais Médicos – arrumar uma maneira de enviar dinheiro a Cuba. Os registros do Ministério da Saúde permitiram descobrir que o chefe da representação da Opas no Brasil, o cubano Joaquim Molina, apresentou a minuta do contrato no dia 17 de dezembro de 2012, seis meses antes de o programa ser anunciado publicamente, em meio aos protestos de 2013.


Por Reinaldo Azevedo


Fonte: VEJA


quinta-feira, 19 de março de 2015

DENÚNCIA: Fiscalização em cerca de mil unidades comprova sucateamento na Atenção Básica

Em 952 unidades básicas de saúde fiscalizadas em 2014 pelo Sistema Nacional de Fiscalização do Conselho Federal de Medicina (CFM), 331 tinham mais de 50 itens em desconformidade com o estabelecido pelas normas sanitárias, sendo que 100 apresentavam mais de 80 itens fora dos padrões. Em 4% das unidades fiscalizadas, não havia sequer consultório médico. “Sabíamos que a situação era precária, mas agora, com a informatização da fiscalização, comprovamos em números o quanto a assistência básica está abandonada”, afirma o presidente do CFM, Carlos Vital.

“A consulta médica é uma ação elementar em um centro de saúde, mas em 41 das unidades visitadas não tinha uma sala para o médico atender”, denuncia o diretor do Departamento de Fiscalização do CFM, Emmanuel Fortes. No Pará, médicos atendiam debaixo de uma árvore. O CFM também constatou que 15% dos consultórios não garantiam a confidencialidade da consulta e 22% das unidades não possuíam sala de espera.

As fiscalizações foram realizadas em ambulatórios (164), Unidades Básicas de Saúde (UBS) (118), centros de saúde (88) e postos dos Programas de Saúde e de Estratégia da Família do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram avaliadas a estrutura física das unidades, os itens básicos necessários ao funcionamento de um consultório e as condições higiênicas. Em todos os aspectos, a situação encontrada é preocupante.

Estrutura física - Em relação ao ambiente físico, foi constatado que 353 (37%) das unidades não tinham sanitário adaptado para deficiente; 239 (25%) não tinham sala de expurgo ou esterilização; 214 (22%) não possuíam sala de espera com bancos ou cadeiras apropriadas para os pacientes; e em 170 (18%) faltavam sala ou armário para depósito de material de limpeza. “Não há como realizar um atendimento de qualidade nessas condições. Como o médico vai colher a história do paciente e fazer um bom diagnóstico numa situação em que não há privacidade e o ambiente é totalmente insalubre?”, questiona o conselheiro federal pelo Pará, Hideraldo Cabeça.
Carlos Vital: comprovamos em números o quanto a assistência básica está abandonada

Em 36 (4%) dos consultórios ginecológicos faltavam sanitários e em 20 (2%) não era garantida a privacidade do ato médico. “Não dá nem para imaginar uma mulher sendo submetida a um exame ginecológico sem que sua privacidade seja resguardada”, critica Eurípedes Souza, que faz parte da Comissão para a Reformulação do Manual de Fiscalização do CFM. Também foram encontradas 161 unidades (17%) com instalações elétricas e hidráulicas inadequadas, sem sala de atendimento de enfermagem (6%) e sem sanitários para pacientes (3%).

Em relação aos itens básicos, dos consultórios fiscalizados, 521 (51%) não tinham negatoscópio; 430 (42%) estavam sem oftalmoscópio; 408 (40%) não tinham otoscópio, em 272 (27%) faltavam tensiômetros e 235 (23%) estavam sem estetoscópio. Até termômetro estava em falta em 106 (10%) desses consultórios. “A falta de equipamentos, insumos e medicamentos interfere negativamente na forma como o médico vai aplicar seu conhecimento para tratar o paciente, que é o principal prejudicado com essa falta de condições”, afirma o secretário-geral do CFM, Henrique Batista e Silva.

Quanto aos itens básicos de higiene, 23% dos consultórios fiscalizados não tinham toalhas de papel; 21% estavam sem sabonete líquido e em 6% o médico não podia lavar as mãos após as consultas por falta de pia. “Esses são itens básicos, que, segundo a Anvisa, não deveriam faltar em nenhum consultório”, afirma Emmanuel Fortes.

Unidades não têm agulhas e seringas - Mesmo sendo locais para a realização de consultas e procedimentos básicos, algumas das unidades de saúde visitadas deveriam ser equipadas para dar um suporte inicial a pacientes em situações graves. No entanto, 29% dos 305 estabelecimentos visitados que deveriam oferecer um tratamento emergencial não tinham seringas, agulhas e equipos para aplicações endovenosas.

Em 226 (74%) dessas unidades também faltavam desfibriladores para atender pacientes com paradas cardíacas, que também não teriam remédios para tomar, já que em 150 (49%) também estavam em falta medicamentos para atendimento de parada cardiorespiratória. Já 181 (59 %) dos estabelecimentos fiscalizados também não tinham ressuscitadores manuais do tipo balão auto-inflável.

Em pelo menos 40% das unidades faltam instrumentos básicos para vizualisar Raios X, examinar ouvidos e estruturas oculares
Também faltavam oxímetros (em 75%), aspiradores de secreções ( 71%), cânulas naso ou orofaríngeas (70%), cânulas/tubos endotraqueais (69%), laringoscópio com lâminas adequadas (66%), sondas para aspiração (64%) e máscara laríngea (53%). Para o conselheiro federal por Goiás, Salomão Rodrigues, a falta de condições de trabalho faz com que haja uma quebra entre o humanismo e a técnica no fazer médico. “A falta de condições provoca um dilema ético no médico, que passa a exercer sua profissão de forma muito restrita, já que não pode prescrever os medicamentos e tratamentos necessários para tratar uma enfermidade. Nessas situações, os médicos atuam mais como pajés, lançam mão do lado humano da medicina, já que não dispõem das condições técnicas”, raciocina.

Curativos - Mesmo que os desfibriladores sejam exigidos apenas de alguns estabelecimentos, toda unidade básica de saúde deve possuir uma sala de procedimentos e curativos com condições para dar um atendimento mínimo a pacientes com pequenos ferimentos, ou em pós-operatório. No entanto, em 11% das 952 unidades fiscalizadas faltavam material para curativos e retirada de pontos, e 5% não obedeciam às normas de esterilização sanitárias, nem tinham material para assepsia.

Numa época em que a febre amarela e o sarampo voltam a aparecer, 8% das unidades de saúde estavam sem vacinas e em 5% o acondicionamento era feito de forma inadequada, em refrigeradores sem termômetros externos. Remédios estavam em falta em 61 (6%) das unidades fiscalizadas e em 37 (4%) delas estavam sendo distribuídos remédios com a validade vencida. Em 119 (13%) não havia controle para a movimentação de medicamentos controlados.
Para o 1º secretário do CFM, Hermann Tiesenhausen, a falta de infraestrutura e de insumos básicos impede que o médico cumpra a sua função social de atender com qualidade o paciente. “Ao final, a sociedade é a principal prejudicada, pois o médico não tem condições de aplicar todo o seu conhecimento em prol de quem precisa da ajuda dele”.

Informatização avança em todo o país - A implantação do Sistema Nacional de Fiscalização do CFM começou com a edição da Resolução nº 2.056/13, em novembro de 2013, que trouxe o Manual de Vistoria e Fiscalização da Medicina no Brasil. O documento apresenta uma lista com os itens que não podem faltar em ambulatórios, centros de saúde e consultórios médicos. Com base nesta listagem, foi formatado um software, distribuído junto com um tablet, uma máquina fotográfica e um scanner portátil para todos os Conselhos Regionais de Medicina (CRM), que receberam treinamentos para usar a nova ferramenta.

Durante o ano de 2014, o Setor de Tecnologia da Informação do CFM participou do treinamento de 220 usuários, entre médicos fiscais, conselheiros, funcionários e agentes administrativos dos CRM. Até o momento, os estados que mais usaram o novo sistema foram Paraná, Tocantins, Minas Gerais, Alagoas, Espírito Santo, Amapá, Goiás, Pará, Paraíba e Mato Grosso do Sul. Para implantar o novo sistema, o CFM investiu R$ 1,6 milhão desde 2011 até este ano. Além dos 27 tablets entregues a cada CRM no início de 2014, o Conselho Federal adquiriu no início deste ano 73 novos equipamentos, que também serão entregues aos CRM.

De acordo com Emmanuel Fortes, o Sistema Nacional de Fiscalização está sendo aperfeiçoado constantemente. “Na medida em que vamos usando é que vamos percebendo falhas. Umas delas é que os médicos fiscais não estavam colocando todas as informações. É preciso que eles preencham o formulário etapa por etapa”, alerta.

O presidente do CFM, Carlos Vital, reforça a importância dos CRM na utilização do novo instrumento de fiscalização. “Com o que já conseguimos captar é possível comprovar a falta de estrutura da saúde no Brasil, mas temos de continuar aprimorando o sistema e a adesão de todos é fundamental”, afirma.

Os itens constantes no Manual de Vistoria obedecem ao que está estabelecido na RDC-50/02, resolução da Anvisa que regulamenta os projetos físicos de estabelecimentos assistenciais; no SomaSus, que é um sistema de apoio à elaboração de projetos de investimentos em saúde; em portarias do Ministério da Saúde e em Resoluções do CFM. “Não inventamos nada. Colocamos na Resolução o que já era cobrado pelo próprio governo em seus mecanismos legais”, ressalta Emmanuel Fortes.

CFM editará em breve Manual de Fiscalização dos Hospitais -Â Depois de definir as regras para a fiscalização em Unidades Básicas de Saúde e ambulatórios, o CFM vai editar as regras para a fiscalização em hospitais, que devem constar da nova atualização do Manual de Vistoria e Fiscalização da Medicina no Brasil. “A nossa previsão é que até o final do primeiro trimestre de 2015 entregarmos uma proposta para o Plenário do CFM”, afirma o 3º vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes, que nos últimos anos tem se dedicado à revisão do documento.

Para Fortes, o novo manual deve alterar substancialmente o trabalho nos CRM, ao fortalecer e uniformizar as atividades de fiscalização de serviços médico-hospitalares. “Nosso objetivo é definir o que é seguro em termos de infraestrutura, equipamentos, insumos e até na quantidade de médicos necessários para dar assistência correta à população. Estamos trabalhando para garantir a honestidade da oferta dos serviços médicos ao povo brasileiro”, detalha. O mesmo cuidado aconteceu com a edição de critérios semelhantes para postos de saúde e consultórios.

O Manual definirá os portes das instituições por capacidade de leitos e de acordo com a complexidade. Também determinará os equipamentos e insumos mínimos para segurança do ato médico e vai orientar sobre a infraestrutura exigida de estabelecimentos de apoio diagnóstico, em hospital ou unidade autônoma, institutos médico-legais e de verificação de óbito.

FONTE: CFM




quarta-feira, 18 de março de 2015

Cílios somente protegem o olho quando têm o comprimento ideal


Do ponto de vista cosmético, os cílios não conseguem nunca ser longos o suficiente, mas vistos pelo lado da saúde, os cílios devem ter um comprimento específico. Pesquisadores dos EUA chegaram a esta conclusão em um estudo publicado na revista “Journal of the Royal Society Interface”. De acordo com o estudo, cílios somente dão a proteção ideal ao olho se o seu comprimento for um terço da largura do olho.

Pesquisadores do Georgia Institute of Technology (Atlanta, EUA) examinaram pelos de animais do Museu Americano de História Natural em Nova Iorque. E descobriram que o comprimento dos cílios na maioria dos mamíferos - incluindo humanos - demonstra a mesma proporção da largura dos olhos - um para três.

Em seguida, os cientistas construíram um túnel de vento e um modelo de olho humano adulto para imitar o fluxo de ar em volta do olho. Uma espécie de rede em torno do olho imitava os cílios. O comprimento era variado e os efeitos sobre o olho foram medidos.

Se os cílios fossem muito curtos, o fluxo de ar em volta do olho era aumentado e mais partículas ficavam na superfície. Quando eram mais compridos, o fluxo de ar era reduzido e se formava uma camada de ar de baixa movimentação acima da córnea, o que mantinha o olho úmido e afastava as partículas.

Mas o oposto ocorria quando os cílios eram demasiado longos. Neste caso, eles se estendiam bastante no fluxo de ar e criavam uma espécie de cilindro que encanava o ar e suas moléculas na direção do olho e também levavam a uma evaporação mais rápida.

Assim sendo, os cílios formam uma espécie de barreira que controla o fluxo de ar e a taxa de evaporação na superfície da córnea, explicou o autor do estudo, Guillermo Amador: "É por isso que cílios longos, elegantes e falsos não são o ideal. Eles podem criar uma boa aparência, mas não são o melhor para a saúde dos olhos."

Fonte: APA



terça-feira, 17 de março de 2015

Casa onde Jesus pode ter passado a infância é encontrada



A estrutura data do primeiro século e foi parcialmente construída com paredes de argamassa e pedra, apoiada numa encosta rochosa.

Arqueólogos descobriram em Nazaré, uma casa que pode ter sido o lugar onde Jesus foi criado.  A construção já havia sido descoberta na década de 1880, por freiras no Convento das Irmãs de Nazaré, mas não havia sido verificada por arqueólogos até 2006, quando uma equipe liderada por Ken Dark, da Universidade de Reading, no Reino Unido, identificou a casa como pertencente ao primeiro século.

Segundo os pesquisadores, pessoas que viveram séculos após a época de Jesus acreditavam que ele havia sido criado ali e Dark acredita nessa possibilidade.

“Foi esta a casa onde Jesus cresceu? É impossível dizer por motivos arqueológicos”, escreveu Dark em artigo publicado na revista “Biblical Archaeology Review”. “Por outro lado, não há nenhuma boa razão arqueológica para que tal identificação não seja levada em consideração.”

Os arqueólogos descobriram que, séculos depois do tempo de Jesus, o Império Bizantino, que controlava Nazaré até o século VII, decorou a casa com mosaicos e construiu uma igreja conhecida como a “Igreja da Nutrição” sobre a casa. Isso protegia a construção.

Também segundo os pesquisadores, soldados das cruzadas que se aventuraram na Terra Santa no século XII fixavam-se na igreja depois que ela caiu em desuso. Estas evidências, portanto, sugerem que tanto bizantinos quanto soldados acreditavam que essa era a casa onde Jesus havia sido criado, disse Dark.

Os objetos do primeiro século encontrados na casa incluem potes de cozinha quebrados e vasos de pedra calcária, sugerindo que uma família viveu no local. E os vasos de calcário sugerem tratar-se de uma família judia, porque as crenças judaicas consideram que o material não poderia se tornar impuro.

Dark e sua equipe descobriram que a casa ficou abandonada em algum momento durante o primeiro século. Depois disso, a área foi utilizada para fins de extração e, posteriormente, como um cemitério. Dois túmulos agora vazios foram construídas ao lado da casa abandonada.

O fato de a casa ter sido protegida explica sua “excelente preservação”, afirmou Dark. De acordo com ele, “grandes esforços” foram feitos para preservar a estrutura.

Além das evidências arqueológicas, um texto de 670 d.C. feito pelo abade Adomnàn, da ilha escocesa de Iona, relata a existência de uma peregrinação a Nazaré feita pelo bispo franco Arculf, e menciona uma igreja “onde antes havia a casa na qual o Jesus foi alimentado durante a infância “, de acordo com a tradução dos escritos de Adomnàn por James Macpherson Rose.

Fonte: O Globo via VG




segunda-feira, 16 de março de 2015

Fazer sauna com frequência prolonga a vida



Saunas com frequência podem ser benéficas à saúde e podem ainda prolongar a vida. Este é o resultado de um estudo finlandês publicado na revista "JAMA Internal Medicine". Segundo o estudo, visitas frequentes à sauna são particularmente benéficas para o sistema cardíaco e circulatório.

Pesquisadores da Universidade da Finlândia Oriental (Kuopio) analisaram dados de 2.315 homens com idades entre 42 e 60 anos da Finlândia Oriental, onde fazer sauna é particularmente popular. A probabilidade de morrer de ataque cardíaco era 22 por cento menor entre aqueles que costumavam usar a sauna duas a três vezes por semana em comparação com sujeitos do estudo que faziam sauna apenas uma vez por semana; e aqueles que usavam a sauna quatro a sete vezes por semana tinham até mesmo 63 por cento de risco mais baixo.

Os resultados foram semelhantes com relação à mortalidade causada por doenças dos vasos coronários ou doenças cardiovasculares. Duas a três visitas à sauna por semana reduziram a probabilidade de morrer de doença cardíaca coronariana em 23 por cento, e aqueles que iam à sauna quatro a sete vezes por semana demonstraram um risco 48 por cento mais baixo. A mortalidade causada por doenças cardiovasculares diminuiu em 27 por cento naqueles que usavam a sauna duas a três vezes por semana, e o risco foi reduzido à metade naqueles que usavam a sauna quatro a sete vezes por semana.

Além disso, a mortalidade geral foi também mais baixa entre frequentadores assíduos de saunas. Duas a três saunas por semana, em comparação com uma vez, reduziu a mortalidade em 24 por cento, e quatro a sete visitas, em 40 por cento. Além disso, foi mostrado que sessões de sauna mais longas - mais que 19 minutos - eram melhores para a saúde da pessoa do que sessões mais curtas (menos que onze minutos).

Estudos adicionais são necessários para se pesquisar os motivos que fundamentam esta associação, disseram os autores.


Fonte: Univadis


sexta-feira, 13 de março de 2015

Pesquisadores dos EUA desenvolvem vacina contra dependência à nicotina



A dependência à nicotina e a cigarros não só é desagradável como também representa um risco para a saúde. Após estudos clínicos de vacinas sem sucesso realizados há alguns anos, atualmente existem cientistas dos EUA que estão trabalhando em uma nova vacina que poderá ajudar fumantes a superarem sua dependência. O estudo foi publicado no “Journal of Medicinal Chemistry”.

A vacina destina-se a fazer com que o sistema imune trate a nicotina como um invasor estranho. Para isso, os médicos ligam determinados derivados da nicotina (haptenos) a proteínas transportadoras maiores, usadas também em outras vacinas. O corpo reage produzindo anticorpos que se ligam especificamente a moléculas da nicotina, impedindo assim que entrem no sistema nervoso central. Assim, a nicotina não chega ao cérebro e não existe resposta de recompensa, tornando as recidivas menos tentadoras.

A nicotina possui duas manifestações diferentes, uma versão direita e uma versão esquerda. De acordo com os pesquisadores do The Scripps Research Institute em La Jolla (Califórnia), o problema com a vacina sem sucesso foi devido ao fato de a pesquisa não ter se concentrado na versão mais comum, a esquerda, responsável por 99% da nicotina existente no tabaco, tendo se concentrado em formar anticorpos contra ambas as versões. Apenas 30% dos pacientes reagiram conforme previsto.
No estudo atual, os pesquisadores testaram três versões diferentes: uma vacina apenas com haptenos do lado direito, uma apenas com haptenos do lado esquerdo e uma terceira com uma mistura 50-50. Essas três versões foram repetidamente injetadas em um grupo de ratos por 42 dias. Em comparação com a vacina com haptenos do lado direito, os ratos que receberam a vacina com haptenos do lado esquerdo produziram quatro vezes mais anticorpos. A versão mista foi 40% menos eficaz do que a versão esquerda.

“Isso mostra que as vacinas do futuro devem se concentrar na versão esquerda”, afirmou Jonathan Lockner, o autor principal. Os autores acreditam que considerar o lado das moléculas pode ser uma estratégia importante para desenvolver vacinas contra outras substâncias aditivas.

Fonte: MSD


quinta-feira, 12 de março de 2015

Alemanha usa pessoas cegas para detectar câncer de mama


Dr. Hoffmann treinou pessoas cegas para fazer exames


Exames para detectar câncer de mama estão sendo feitos por mulheres cegas na Alemanha. A ideia já existe há alguns anos, e uma pesquisa inédita sugere que pessoas cegas podem, de fato, detectar tumores mais cedo do que aquelas que enxergam.

Esta ideia simples, mas surpreendente, passou pela cabeça de um médico alemão uma manhã enquanto ele estava tomando banho: mulheres cegas poderiam fazer seu trabalho muito melhor do que ele?

“Três minutos é o tempo que eu tenho para fazer exames clínicos das mamas”, diz o ginecologista baseado em Duisburg Frank Hoffmann.

“Isso não é suficiente para encontrar pequenos nódulos no tecido mamário, o que é crucial para detectar o câncer de mama cedo”.

Pessoas treinadas para ler em braille tem o tato altamente desenvolvido. Por isso, Hoffmann supôs que as mulheres cegas e com deficiência visual seriam mais qualificadas do que qualquer outra pessoa para realizar exames de mama em seus pacientes.

A evidência agora é inequívoca, diz ele.

Em um estudo ainda não publicado, realizado com a Universidade de Essen, mulheres cegas conseguiram detectar quase um terço a mais de nódulos que outros ginecologistas.

“Mulheres que fazem autoexame podem sentir tumores de 2 cm ou maiores”, diz Hoffmann.

“Os médicos costumam encontrar tumores entre um centímetro e dois centímetros, enquanto os examinadores cegos encontraram nódulos com tamanhos entre 6 mm e 8 mm. Isso faz uma diferença real. Esse é o tempo que um tumor leva para se espalhar pelo corpo”.

Experiência

Na Alemanha e no Reino Unido, mamografias regulares são oferecidas apenas a mulheres com 50 anos ou mais – porém, em ambos os países, o câncer de mama é a maior causa de morte de mulheres entre 40 e 55 ano, e na Alemanha, a idade das mulheres afetadas está caindo.

Hoffmann diz que fundou sua organização, Discovering Hands, para salvar vidas pela detecção precoce. Ele desenvolveu um curso para treinar mulheres cegas para se tornarem examinadoras médicas táteis (MTEs, na sigla em inglês), e agora existem 17 trabalhando em clínicas em toda a Alemanha.

Uma delas, Filiz Demir, atende cerca de sete mulheres por dia, realizando exames que podem durar até 45 minutos – o que seria pouco usual para um ginecologista.

Paciente

Uma das pacientes de Hoffmann, Heike Gothe, disse que deve sua vida a uma dessas examinadoras.
Ainda tendo que lidar com a morte prematura de seu marido por doença, Gothe assumiu o comando do negócio da família, uma pequena empresa de exportação internacional de sucesso. Mas não demorou muito para que ela recebesse seu próprio diagnóstico.

“Eu tinha sentido um caroço no meu seio direito e fui ver o médico”, diz Gothe. “Eles confirmaram o que eu tinha encontrado e, em seguida detectaram um pequeno nódulo no lado esquerdo, com apenas 2 milímetros de tamanho. Ele nem sequer apareceu na ultrassonografia ou mamografia, apenas o MTE cego sentiu”.

O encontro deste pequeno tumor pode ter salvado sua vida. Ambos os tumores foram diagnosticados como malignos, mas com quimioterapia e radioterapia, ela superou o câncer.

Gothe é uma batalhadora, mas credita sua energia e positividade a estes exames feitos por um MTE a cada seis meses. Segundo Gothe, é assim que ela consegue dormir à noite e tocar seu negócio.

“O medo aparece de vez em quando”, diz Gothe. “E só consigo lidar com isso porque sei que estou em boas mãos”.

Algumas companhias de seguros alemães também estão convencidas. Seis delas agora cobrem os custos para os seus pacientes fazerem esses exames clínicos das mamas.

Enquanto novos MTES ocupam cargos permanentes em clínicas por toda a Alemanha e na Áustria, o fundador do Discovering Hands, Frank Hoffmann, está em negociações com Israel e Colômbia. Ele vê oportunidades ainda mais longe.

“Estou convencido”, diz ele, “de que, especialmente em países que não são tecnicamente tão avançados como a Alemanha, este modelo poderia melhorar a qualidade de normas médicas muito dramaticamente”.

Fonte:UOL e VG




quarta-feira, 11 de março de 2015

Cada minuto de atividade traz benefícios para o coração de idosos enfraquecidos



Cada minuto é importante - isso pode ser particularmente verdade para idosos com mobilidade limitada e problemas cardíacos, de acordo com um estudo norte-americano. Quanto mais se movimentam - mesmo com pouca intensidade, mais diminuem o risco cardíaco. O estudo foi publicado na revista “Journal of the American Heart Association”.

Pesquisadores da Universidade da Flórida (em Gainesville, EUA) analisaram dados de 1.170 pessoas com 74 a 84 anos de idade que tinham pequenas limitações físicas, mas conseguiam andar 400 metros. Usando um acelerômetro, foi medido o quanto e com que rapidez se movimentavam os sujeitos do estudo.

Leituras abaixo de 100 contagens por minuto foram consideradas períodos sedentários, de 100 a 499 contagens refletiram caminhada lenta ou afazeres domésticos leves, e mais de 500 contagens indicavam caminhada moderada ou atividades igualmente intensas. Usando medidas como idade, níveis de colesterol e pressão arterial, os cientistas calcularam um risco cardíaco de 10 anos para os participantes.

O estudo demonstrou que 25 a 30 minutos de inatividade por dia estavam associados a um aumento de um por cento no risco cardíaco. Atividades na faixa de 100 a 499 contagens por minuto foram vinculadas a um nível mais alto de HDL, se os afetados não tivessem histórico de doença cardíaca. Na média, foram realizadas atividades físicas com mais de 500 contagens por um máximo de uma hora por dia.

De modo geral, recomenda-se que os idosos participem de atividades de maior intensidade - 2.000 contagens ou mais - para manter a saúde. Mas isso é bastante irreal em pessoas com mobilidade limitada, disseram os pesquisadores. “No entanto, está ficando cada vez mais evidente que incentivar as pessoas a simplesmente reduzir o tempo em que passam sedentárias pode ter importantes benefícios cardiovasculares”, afirmou o autor principal, Thomas W. Buford. Porém, devido à limitada faixa de intensidade nesse estudo, não foi possível medir a importância da intensidade, admitiu ele.

Fonte: MSD




terça-feira, 10 de março de 2015

Dieta com alto nível de ácido é prejudicial para os rins



Alimentar-se com a dieta correta é particularmente importante para os pacientes com doença renal. Estudos clínicos menores demonstraram que a redução da carga ácida na dieta tinha um efeito benéfico sobre a função renal nos pacientes. Em uma coorte baseada na população, pesquisadores americanos conseguiram agora demonstrar que dietas com alto teor de ácido para pacientes com doença renal crônica aumentaram significativamente seu risco de insuficiência renal. O estudo foi apresentado na revista “Journal of the American Society of Nephrology”.

Os cientistas analisaram dados de 1.486 pacientes com doença renal crônica que participaram da Pesquisa Nacional de Análise da Saúde e Nutrição (National Health and Nutrition Examination Survey III, NHANES III). Os sujeitos do estudo foram acompanhados por uma média de 14,2 anos. Os resultados mostraram uma forte associação entre a carga ácida na dieta e a progressão da insuficiência renal. A probabilidade de pacientes que se alimentam de dietas com alto teor de ácido, que incluíam altas quantidades de carne, era três vezes maior de desenvolverem insuficiência renal do que aqueles sujeitos que se alimentavam de dietas com baixo teor de acidez e altas quantidades de frutas e verduras.

“Pacientes com doença renal crônica podem querer prestar mais atenção ao consumo de alimentos ricos em ácidos para reduzirem a progressão da insuficiência renal, além de empregarem as diretrizes recomendadas, tais como o uso de medicamentos que conservam os rins e evitar toxinas dos rins”, afirmou o principal autor, Tanushree Banerjee, da Universidade de Califórnia em São Francisco. “Os altos custos e qualidade de vida abaixo do ideal trazidos pelos tratamentos de diálise podem ser evitados ao se adotar uma dieta mais saudável que seja rica em frutas e verduras.”

Fonte: APA


segunda-feira, 9 de março de 2015

A dieta vegana reduz o risco cardíaco em crianças obesas



Tanto a dieta recomendada pela American Heart Association, bem como uma dieta vegana à base de vegetais, podem reduzir o risco de doenças cardiovasculares em crianças obesas, mas a dieta à base de vegetais se mostrou duas vezes mais eficaz. Este é o resultado de um estudo americano preliminar publicado na revista “Journal of Pediatrics”.

Pesquisadores da Cleveland Clinic incluíram no estudo 28 crianças obesas com colesterol elevado e com idade de 9 a 18 anos. Parte dos sujeitos do estudo consumiram produtos à base de vegetais e grãos integrais, com quantidades limitadas de abacate e nozes, sem adição de gordura e sem derivados de animais. O outro grupo seguiu a recomendação da American Heart Association (AHA) e os sujeitos comeram frutas, verduras, grãos integrais e grãos não integrais, sódio limitado, laticínios de baixa gordura, óleos de plantas selecionadas e quantidades moderadas de peixe, e também de carne magra.

Crianças do grupo vegano mostraram melhoras significativas em nove aferições: IMC, pressão arterial sistólica, peso, circunferência do antebraço, insulina, colesterol total e colesterol LDL, e também mieloperoxidase e proteína C reativa. Nesses sujeitos do estudo que consumiram uma dieta AHA, somente foram encontradas melhoras significativas em quatro aferições: peso, circunferência da cintura, circunferência do antebraço e mieloperoxidase.

"A doença cardiovascular começa na infância", explicou o autor principal, Michael Macknin. "Se conseguimos ver tais melhoras significativas em um estudo de apenas quatro semanas, imagine o potencial para a melhoria da saúde a longo prazo na fase adulta se toda uma população de crianças começasse a seguir tais dietas com regularidade."


Fonte: MSD