quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

EUA e Cuba juntos agora. Quem ganha com isso? PT e Fidel. Quem perde com isso: Cristãos e o povo brasileiro



Barack Obama anuncia volta das relações entre EUA e Cuba.

O presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou mudanças para normalizar as relações entre Estados Unidos e Cuba nesta quarta-feira (17), dizendo que é hora de “soltar as amarras do passado”.
Em um discurso na Casa Branca, Obama disse que o degelo nas relações após um congelamento de cinco décadas está sendo feito depois que ele determinou que a política “rígida” e ultrapassada não conseguiu ter um impacto sobre Cuba.

Obama afirmou que a nova política vai tornar mais fácil as viagens de norte-americanos a Cuba. Ele disse que também irá conversar com membros do Congresso dos Estados Unidos sobre a suspensão do embargo dos EUA a Cuba.

O papa Francisco contribuiu para a melhoria nas relações ao pressionar a libertação do funcionário norte-americano Alan Gross, preso em Cuba, disse o presidente.

Obama agradeceu ao Canadá pelo papel que desempenhou ao sediar as negociações entre EUA e Cuba.

Reações nos EUA

O presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, o republicano John Boehner, criticou duramente a mudança de política de Obama em relação a Cuba e a classificou de “mais uma em uma longa linha de concessões sem sentido” a ditadores brutais.

“As relações com o regime dos Castro não devem ser revisitadas nem normalizadas até que o povo cubano desfrute de liberdade, e não um segundo antes”, disse Boehner em comunicado.

O senador Marco Rubio afirmou que a Casa Branca ganhou pouco na mudança da política em relação ao país comunista. “A Casa Branca cedeu tudo, mas ganhou pouco”, disse Rubio, um cubano-americano senador republicano pela Flórida, a jornalistas em entrevista coletiva.

Rubio disse que vai se opor aos esforços da Casa Branca para confirmar embaixadores e financiar embaixadas norte-americanas a fim de manter a pressão sobre o governo dos EUA em relação a Cuba.

Troca de prisioneiros

Três agentes de inteligência cubanos que passaram 16 anos em prisões nos Estados Unidos retornaram a Cuba nesta quarta-feira como parte de um troca de prisioneiros na qual Cuba libertou um funcionário norte-americano que ficou 5 anos preso em uma prisão cubana, disse o presidente cubano, Raúl Castro.

“Gerardo, Ramón e Antonio chegaram em nossa pátria hoje”, afirmou o presidente sobre os três remanescentes dos chamados “heróis antiterroristas”, conhecidos principalmente por seus primeiros nomes. São Gerardo Hernández, de 49 anos, Ramón Labañino, de 51, e Antonio Guerrero, de 56.

Raúl disse ter falado com o presidente dos EUA por telefone na terça-feira antes do anúncio feito por Obama de que os Estados Unidos mudarão sua política em relação a Cuba e buscarão normalizar as relações com a ilha, uma adversária de longa data dos Estados Unidos.

O funcionário de ajuda dos EUA Alan Gross, que tinha passado cinco anos em uma prisão cubana, foi libertado.

A libertação dos três agentes cubanos provavelmente será saudada como uma retumbante vitória por Castro, mas ele evitou declarações triunfais em seu discurso televisionado.

Ele disse que era motivo de “enorme alegria para suas famílias e todo o nosso povo”.

Em um aceno raro para os Estados Unidos depois de quase 56 anos de hostilidades entre os dois países, Raúl Castro elogiou Obama: “Esta decisão do presidente Obama merece respeito e reconhecimento pelo nosso povo”.

Fonte: Estadão e VG

Nota do NEFROADVEN:

Há que se destacar a participação do Vaticano na negociação de “paz” entre os EUA e Cuba. O Papa conseguiu intermediar uma relação estremecida por crises ao longo de cinquenta anos. Realmente, olhando agora por meio de lentes espirituais e escatológicas, o Papa Francisco está se tornando a principal figura capaz de “trazer a paz” entre os povos. Nós cristãos, aos olhos proféticos da bíblia, devemos ficar cada vez mais atentos a esses acordos de paz, principalmente intermediados pelo pontífice. O grande dia está chegando!

E para nós brasileiros, foi um grande banho de água fria! Nós que reclamamos há vários anos de uma transformação da América do Sul em um continente comunista e, recentemente, até fizemos um abaixo assinado para o próprio Obama denunciando essa situação, agora ficamos com a cara no chão, sem ter a quem recorrer! O único que adorou a notícia foi o PT. Agora, cresce a imoralidade (do PT), diminui a moralidade (do povo). Que pena!

Mário Lobato


Tramadol aumenta risco de Hipoglicemia e internações




JAMA: tramadol e o risco de hospitalização por hipoglicemia em pacientes com dor não oncológica.

O tramadol é um analgésico opioide fraco cuja utilização tem aumentado rapidamente. Ele tem sido associado a efeitos adversos como a hipoglicemia. O objetivo da pesquisa, publicada pelo JAMA Internal Medicine, foi avaliar se o uso de tramadol, quando comparado ao uso de codeína, está associado a um aumento do risco de hospitalização por hipoglicemia.

Uma análise caso-controle aninhada foi realizada com informações do United Kingdom Clinical Practice Research Datalink ligado ao banco de dados do Hospital Episodes Statistics de todos os pacientes recém-tratados com tramadol ou codeína para a dor não oncológica, entre 1998 e 2012. Análises de coorte e de caso-cruzado também foram conduzidas para avaliar a consistência dos resultados.

Os casos de hospitalização por hipoglicemia foram pareados com até dez controles para idade, sexo e tempo de seguimento. O odds ratio (OR) e os intervalos de confiança de 95% (IC) foram estimados comparando o uso de tramadol ao uso de codeína. A análise decoorte, com índices de propensão de alta dimensão ajustada de escore de risco (HR) e IC 95%, foi realizada comparando tramadol com codeína nos primeiros trinta dias após o início do tratamento. Finalmente, uma análise de caso cruzado também foi realizada, no qual a exposição ao tramadol em um período de risco de trinta dias imediatamente antes da internação para a hipoglicemia foi comparado a onze períodos consecutivos de controle de trinta dias. O ORs e os ICs de 95% foram estimados usando análise de regressão logística condicional.

O estudo incluiu 334.034 doentes, dos quais 1.105 foram hospitalizados por hipoglicemia durante o seguimento (incidência de 0,7 por mil por ano), combinados a 11.019 controles. Comparado à codeína, o uso de tramadol foi associado a um aumento do risco de hospitalização por hipoglicemia (OR 1,52 [IC 95% 1,09-2,10]), particularmente elevado nos primeiros trinta dias de uso (OR 2,61 [IC 95% 1,61-4,23]). Estes trinta dias de aumento do risco foi confirmado na análise de coorte (HR 3,60 [IC 95%, 1,56-8,34]) e na análise de caso-cruzado (OR 3,80 [IC 95% 2,64-5,47]).

Concluiu-se que o início da terapia com o tramadol está associado a um risco aumentado de hipoglicemiarequerendo hospitalização. Estudos adicionais são necessários para confirmar esse evento adverso raro, mas potencialmente fatal.




quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Estudiosos descobrem como bloquear a dor



Experimentos feitos com ratos animam cientistas.

Um estudo publicado na revista Brain promete avanços no controle da dor. Cientistas da Saint Louis University, nos Estados Unidos, descobriram uma maneira de bloquear a dor em animais — inclusive aquela gerada por agentes quimioterápicos e pelo câncer ósseo.







O trabalho conduzido por Daniela Salvemini, professora de ciências farmacológicas e fisiológicas, demonstrou que ativar um receptor no cérebro e na medula espinhal neutraliza a dor crônica em ratos. A ativação do receptor A3 previne ou reverte a dor que se desenvolve lentamente sem causar tolerância analgésica — o que acontece com o uso de remédios.

— A dor é um problema muito grande e causa sofrimento. Os tratamentos atuais são problemáticos porque causam efeitos colaterais intoleráveis, diminuem a qualidade de vida e não são suficientes para acabar com a dor — avalia a médica.

O próximo passo, conforme os cientistas, é o teste com humanos.


Fonte: ZH


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Uruguaios fumam mais maconha do que tabaco.



Consumo de maconha supera o de tabaco entre estudantes uruguaios.

Segundo pesquisa realizada pela Junta Nacional de Drogas (JND) com mais de 11 mil jovens escolarizados no Uruguai, houve uma queda no consumo de álcool e cigarros entre adolescentes de  13 e 17 anos, e esclarece que pela primeira vez o consumo de maconha supera o do tabaco.

De acordo com o levantamento, 17% dos consultados consumiu maconha no último ano, enquanto 15,5% fumou tabaco, segundo a Sexta Pesquisa Nacional sobre Consumo de Drogas em Estudantes de Ensino Médio, realizada pelo Observatório Uruguaio de Drogas (OUD), dependente da JND.

“Isso é uma realidade”, declarou nesta quarta-feira  (10) à Agência Efe o secretário-geral da JND, Julio Calzada, destacando que ditos dados estão associados a um forte descenso do consumo de tabaco, que caiu ‘significativamente’ nos últimos 10 anos, quando sua prevalência chegou a ser de 34%.

A pesquisa anterior, realizada em 2011, constatava que 20,2% dos consultados tinha fumado tabaco, enquanto 12% tinha consumido maconha.

O Uruguai adotou em 2006 uma estrita legislação que proíbe a publicidade, promoção e patrocínio do tabaco.

Além disso, em 2013, o presidente do Uruguai, José Mujica, impulsionou uma lei destinada à legalização do cultivo, da distribuição e do comércio da maconha sob a regulação do Estado.

Segundo Calzada, a maconha segue com a mesma tendência ascendente desde 2003, quando se constatou que era consumida por 8,4% dos jovens.

Estes dados, na opinião de Calzada, comprovam que o consumo de maconha não disparou apenas a partir do início de aplicação da lei que regula seu mercado. “A curva não disparou e isto é muito significativo”, acrescentou o porta-voz da JND, que rejeitou que tenha havido um momento ‘de alta permissividade’ no uso desta substância.

A esse respeito, Calzada mostrou sua expectativa que, no marco da regulação do consumo de cannabis, ‘que está começando a se implementar este ano’, no futuro a tendência ascendente se transforme ‘em um planalto e comece a ser descendente’.

O consumo destas substâncias em jovens é, por sua ordem, de álcool, bebidas energéticas, maconha, tabaco e tranquilizantes.

Os responsáveis pela pesquisa advertiram ainda que, exceto pelo álcool, a maioria dos consumos é experimental ou ocasional.

Ainda segundo a pesquisa, quase dois de cada três estudantes uruguaios usou alguma droga nos últimos 12 meses e se constata um descenso do consumo habitual de álcool.

Em 2003, 55,9% dos indagados tinha ingerido uma bebida alcoólica no último mês, enquanto em 2014 esse número caiu para 38,7%.

A pesquisa também alertou sobre o consumo de bebidas estimulantes, chamadas energéticas, e a importância que tem o envolvimento dos pais para evitar o começo do consumo em idades prematuras.

Fonte: G1

Nota do NEFROADVEN:

Isto é o resultado da legalização do uso da maconha no Uruguai, muito embora o secretário geral da junta nacional de drogas tenha negado na reportagem. É uma questão de tempo para vermos um semelhante aumento no número de depressivos e suicidas naquele país. É esperar pra ver!

Mário Lobato

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

2014: Um ano negro para as crianças!



ONU diz que 2014 foi ano devastador para crianças.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) declarou nesta segunda-feira que 2014 foi um ano devastador para as crianças, em que até 15 milhões delas foram vitimadas por conflitos na República Centro-Africana, Iraque, Sudão do Sul, Síria, Ucrânia e territórios palestinos.

O diretor-executivo do Unicef, Anthony Lake, disse que o grande número de crises fez com que muitas crianças fossem esquecidas ou não tivessem atenção no noticiário, como aquelas no Afeganistão, República Democrática do Congo, Nigéria, Paquistão, Somália, Sudão e Iêmen.

No mundo todo, o Unicef declarou haver cerca de 230 milhões de crianças vivendo em países e regiões afetados por conflitos armados.

“Crianças foram mortas enquanto estudavam na sala de aula e dormiam em suas camas; foram feitas órfãs, sequestradas, torturas, recrutadas, estupradas e até vendidas como escravas”, afirmou Lake em comunicado. “Em nenhum momento da história recente tantas crianças foram sujeitadas a uma brutalidade tão indescritível”.

Também surgiram ameaças significativas à saúde e ao bem-estar infantil, como o surto de Ebola em Guiné, Libéria e Serra Leoa, no oeste da África, que deixou milhares de órfãos e cerca de cinco milhões de crianças fora da escola.

“A violência e o trauma fazem mais que prejudicar as crianças individualmente – elas minam a força das sociedades”, disse Lake.

Na República Centro-Africana, onde as retaliações da violência sectária desabrigaram um quinto da população, cerca de 2,3 milhões de crianças são afetadas pelo conflito, e acredita-se que até 10 mil tenham sido recrutadas por grupos armados durante o ano passado e mais de 430 tenham sido mortas ou mutiladas, disse o Unicef.

Cerca de 538 crianças perderam a vida e 3.370 ficaram feridas no território palestino da Faixa de Gaza durante a guerra de 50 dias entre soldados de Israel e militantes do Hamas, informou a entidade.

Na Síria, o Unicef disse que mais de 7,3 milhões de crianças foram atingidas pela guerra civil, incluindo 1,7 milhão que fugiram do país. No vizinho Iraque, cerca de 2,7 milhões de crianças foram afetadas pelo conflito, acrescentou, e se acredita que pelo menos 700 foram mutiladas ou mortas este ano.

“Nos dois países, crianças foram vítimas, testemunhas e até perpetradoras de episódios de violência cada vez mais brutais e extremos”, disse o Unicef.

Cerca de 750 mil crianças ficaram desabrigadas no Sudão do Sul e 320 mil vivem como refugiadas. A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que mais de 600 crianças foram mortas e que mais de 200 foram mutiladas neste ano, e cerca de 12 mil estão sendo usadas por grupos armados.

Fonte: O Globo e VG


sábado, 13 de dezembro de 2014

EI diz que Alcorão permite estupro de mulheres cristãs escravizadas.



Estado Islâmico diz que o alcorão permite estupro de mulheres cristãs escravizadas.

Em um panfleto distribuído aos seus combatentes, o Estado Islâmico afirma que o alcorão permite que os soldados do grupo tomem mulheres e meninas cristãs e de outros grupos religiosos como escravas sexuais.

Intitulado “Perguntas e respostas sobre fazer escravos e cativos”, o panfleto foi traduzido pelo Middle East Media Institute Jihad and Terrorism Threat Monitor, uma organização que trabalha com pesquisas sobre o terrorismo no Oriente Médio.

O conteúdo do material diz que os soldados do Estado Islâmico podem espancar e negociar seus escravos, e proíbe o abuso sexual apenas em casos específicos, tornando a avaliação uma questão pessoal do estuprador: “É permitido ter relações sexuais com a escrava que não tenha atingido a puberdade se ela estiver apta para a relação sexual; no entanto, se ela não estiver apta para a relação sexual, desfrute dela sem relação sexual”, diz o panfleto.

De acordo com informações do WorldNetDaily (WND), somente no último mês de agosto os terroristas do Estado Islâmico fizeram mais de 5 mil mulheres da minoria yazidi reféns. A possibilidade de que a maioria esteja sendo estuprada pelos extremistas é enorme, segundo a Organização das Nações Unidas.

“Meninas mais jovens foram separadas de mulheres mais velhas e colocados em uma grande casa de três andares, com centenas de outras jovens”, disse uma testemunha à CNN, acrescentado que homens do Estado Islâmico iam periodicamente ao local escolher entre três e quatro meninas para levá-las para casa com eles.

“Essas mulheres têm sido tratadas como gado”, afirmou Nazand Begikhani, um assessor do Governo Regional do Curdistão, em entrevista à CNN. “Elas foram submetidas a violência física e sexual, incluindo o estupro sistemático e escravidão sexual. Elas já foram expostas em mercados de Mosul e em Raqqa, na Síria, com etiquetas de preços”, concluiu.

Fonte: CPAD News e VG


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Quem fala dois ou mais idiomas retarda o surgimento do Alzheimer



Início dos sintomas de Alzheimer é adiado em quatro a cinco anos em bilíngues.

Em indivíduos que falam dois ou mais idiomas, os sintomas de Alzheimer se manifestam quatro a cinco anos mais tarde comparados a pessoas que falam somente um idioma, de acordo com o novo estudo belga publicado na revista “Bilingualism: Language and Cognition”.

Para o estudo, os pesquisadores na Universidade de Gent examinaram 69 pacientes belgas monolíngues e 65 bilíngues com a doença de Alzheimer (DA). A equipe então determinou a idade de manifestação da DA e o diagnóstico da DA nos dois grupos linguísticos.

Os resultados mostraram que a idade da manifestação da DA foi aos 71,5 anos em monolíngues e aos 76,1 anos em bilíngues. Uma diferença semelhante foi observada para a idade do diagnóstico da DA; para monolíngues o diagnóstico ocorreu aos 72,5 anos e para bilíngues ocorreu aos 77,3 anos.

Os autores concluíram que estes achados confirmam pesquisas prévias sugerindo que ser bilíngue poderia retardar o envelhecimento cognitivo e contribuir para a reserva cognitiva. Aparentemente, controlar dois idiomas constante e ativamente é como um exercício para o cérebro, desafiando as células da massa cinzenta e impedindo a sua degeneração.


Fonte: MD


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Estudo encontra substâncias cancerígenas em cigarros eletrônicos



Cigarros eletrônicos podem conter até dez vezes a quantidade de agentes cancerígenos de um cigarro comum, segundo estudo japonês divulgado nesta quinta-feira (27). O dispositivo eletrônico, de popularidade crescente especialmente entre os jovens, funciona aquecendo um líquido que frequentemente contém nicotina, transformando-o em vapor que é aspirado, da mesma forma que os cigarros tradicionais, mas sem a fumaça.

Os pesquisadores encontraram diversas substâncias que podem provocar câncer nos vapores absorvidos por quem utiliza esse produto: formaldeído, um composto também conhecido como formol, acetaldeído, acroleína, glioxal e metilglioxal, entre outros. “As taxas variam consideravelmente de uma marca para outra e inclusive dentro da mesma marca, de uma amostra para outra”, destacaram os cientistas, que mediram as concentrações das diferentes substâncias em cinco marcas (não citadas) de cigarros eletrônicos.

“Em uma das marcas analisadas, a equipe de pesquisa encontrou um nível de formaldeído que chegou a dez vezes mais que o registrado em um cigarro tradicional”, explicou o cientista Naoki Kunugita, do Instituto Nacional de Saúde Pública japonês, que coordenou o estudo. Ele afirmou ainda que quanto mais quente fica o fio que aquece o líquido, maiores são as quantidades produzidas dessas substâncias.

O estudo foi entregue ao Ministério da Saúde do Japão, que questiona, assim como seus equivalentes em outros países, até que ponto é necessário regulamentar o uso dos cigarros eletrônicos sem nicotina que utilizam líquidos perfumados. Os consumidores de cigarros eletrônicos no Japão são menos visíveis que os fumantes tradicionais e as lojas especializadas consideravelmente menos numerosas, mas a transição do tabaco para o vapor é um fenômeno crescente que provoca a preocupação das autoridades.

Em agosto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou os governos para banir a venda de cigarros eletrônicos para menores de 18 anos, afirmando que eles são uma “grave ameaça” especialmente para gestantes e seus filhos e jovens. As autoridades de saúde americanas divulgaram este ano que o número de jovens que experimentaram os cigarros eletrônicos triplicou de 2011 para 2013.

O Dicionário Oxford escolheu “vape”, termo que significa “tragar cigarro eletrônico”, como palavra do ano para 2014. O uso desse termo mais que dobrou em relação ao ano passado.

Fonte: Veja e VG


Nota do NEFROADVEN:

O homem pode querer inventar tudo para camuflar, disfarçar, acomodar um vício. Mas vício é vício e nunca deixará de ser vício. Vício prejudica. Mata. Só deixará o homem se o homem o deixar. 

Mário Lobato




quinta-feira, 27 de novembro de 2014

OAB quer proibir sacrifícios de animais em rituais religiosos



O projeto é visto por representantes do candomblé como preconceito religioso.

A Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (AOB-RJ), presidida por Reynaldo Velloso, quer proibir os rituais religiosos com sacrifícios de animais.

A decisão foi anunciada durante a  XXII Conferência Nacional dos Advogados no Rio de Janeiro quando Velloso comentou sobre o assunto, gerando muitas críticas de representantes do candomblé que afirmam que tentar impedir os sacrifícios é perseguição religiosa.

“Os animais têm que ser defendidos, mas as pessoas têm que entender os limites da nossa tradição da sacralização do alimento”, disse o babalorixá Ivanir dos Santos que é presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa também do Rio de Janeiro.

Mas para quem alega se tratar de uma tradição, Velloso tem uma resposta ríspida: “Tradição tem que ser na África, não no Brasil”. Sua fala gerou muitas críticas e apesar de ele não ter ligação nenhuma com os evangélicos, ele foi chamado de oportunista e de estar em concordância com eles.
“Isso é perseguição de grupos evangélicos, e ele está querendo usar isso como forma de se notabilizar”,  disse Santos que é totalmente contra a proibição dos sacrifícios de animais.

Mas para o presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB a matança dos animais precisa parar. “Só o candomblé e mais religiões de poucos adeptos cometem essa prática. Tem que prevalecer a vontade da maioria. Onde já se viu matar um ser indefeso para uma entidade evoluir? Isso só existe na cabeça das pessoas”, disse.

Para o advogado a religião deve ser limitada pela lei que já proíbe os maus tratos aos animais. “A religiosidade tem que se submeter a todas as regras da vida. Você não tem direito de matar um marginal se ele invadir sua casa.”

Quem concorda com Velloso é a veterinária Andrea Lambert, da Associação Nacional de Implementação dos Direitos dos Animais que pede para que a prática seja combatida e proibida.
“O animal é morto por pessoas que não conhecem a técnica correta para fazer um abate humanitário. Liberdade religiosa não é praticar um crime. Se fosse assim, poderiam matar até um ser humano com esse mesmo argumento”, argumentou ela para o jornal O Dia.

Fonte: GP

Nota do NEFROADVEN:

Com este mesmo argumento usado por Velloso, podemos proibir a matança do gado, suínos e aves para o banquete dos brasileiros, pois o abate desses animais é tão cruel quanto o do ritual religioso (e tudo indica que até mais cruel). Viraremos todos vegetarianos? Ótimo! o povo, além de ficar mais saudável, não vai morrer de fome. É só os produtores não mais jogarem fora a soja e o feijão a rodo todos os meses como é, tradicionalmente, feito com o intuito de segurar os preços.

Mário Lobato




segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A Beterraba pode salvar Milhares de Vidas Humanas



Estudo projeta soluções para os baixos estoques de sangue para transfusões em todo o mundo.

Pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, descobriram que a beterraba produz hemoglobina. Eles esperam agora que estas proteínas possam substituir o sangue.

— Anteriormente, achavam que certas plantas produziam ferro apenas quando induzidas. No entanto, temos mostrado que a hemoglobina é produzida pela beterraba mesmo em um estado normal — disse Nélida Leiva, responsável pelo estudo.

O professor Leif Bülow, que também liderou a pesquisa, passou muitos anos investigando a produção de hemoglobina humana, principalmente com a ajuda de bactérias. Ele afirma que a hemoglobina do sangue de doadores está longe de ser suficiente para suprir as necessidades da sociedade.

O processo de extração de hemoglobina a partir da beterraba não é muito mais complicado do que a extração de açúcar, de acordo com os pesquisadores. O desafio reside na obtenção de volumes suficientes. No entanto, Nélida Leiva e Leif Bülow acreditam que há boas razões para pensar que a beterraba e outras culturas poderiam se tornar uma alternativa no futuro.

— A partir de um hectare de plantação de beterrabas, nós poderíamos produzir de uma a duas toneladas de hemoglobina, o que poderia salvar milhares de vidas — disse Leif Bülow.
O corpo humano contém quase um quilo de hemoglobina.
Em pouco mais de um ano, os pesquisadores vão começar a testar, em animais, a hemoglobina a partir de plantas. Eles fizeram uma parceria com pesquisadores da University College London, que tem experiência reconhecida internacionalmente em transfusões de sangue.

Nélida Leiva destaca que a hemoglobina na beterraba é quase idêntica à humana, especialmente a forma de hemoglobina que temos em nossos cérebros.

— Há uma diferença de um pequeno detalhe na superfície da proteína. Mas é o que estende a vida útil da hemoglobina da beterraba, o que é uma boa notícia — afirmou Nélida Leiva.

Em casos de acidentes, é importante que a hemoglobina seja rapidamente fornecida ao paciente, de modo que o oxigênio possa ser transportado por todo o corpo — a tarefa principal da célula. Cinco horas após as lesões, a transfusão tem de ser feita com todos os componentes de sangue — só a hemoglobina não é mais eficiente.


Fonte: ZH